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Gestão de risco individual

2019.12.1 Vítor Ribeiro, CFA

A importância de planearmos a longo prazo, principalmente quando planeamos a reforma e outros eventos ao longo da vida, é crítica. Em sistemas como o nosso, a sustentabilidade da segurança social não está garantida e o apoio à família é frágil. Temos por isso de criar e estabelecer medidas alternativas para prepararmos um futuro exigente e incerto.

Estruturar o património e tomar decisões de investimento com o pensamento nas várias etapas da vida e na relação entre capital humano e capital financeiro é pois um dos principais fundamentos de investir e poupar. Um ato obrigatório e estratégico na vida, quer individual, quer familiar.

Esta abordagem tem como base o risco de longevidade que é o risco de vivermos mais tempo do que o estimado e não termos património suficiente para manter o estilo de vida e financiar todas as situações inesperadas que forem aparecendo.

Mas também o risco de morte prematura. E aqui podemos colocar em causa o bem-estar familiar, principalmente quando a família depende em grande medida de um rendimento individual.

Há ainda situações como doenças, acidentes, desemprego ou outras situações que colocam em causa a estabilidade financeira individual e familiar que são inesperadas mas devem fazer parte do planeamento.

Os seguros são uma boa solução para transferir estes riscos. Protegem-nos contra a perda de capital humano mas também nos ajuda a estruturar e equilibrar o capital financeiro. Tipicamente o capital humano é mais significativo na fase inicial, quando começamos a trabalhar, decrescendo à medida que envelhecemos e aumentamos o nosso capital financeiro. 

Simulamos o valor atual do capital humano e projetamos o valor do capital financeiro. A relação entre ambos é essencial para gerir risco e tomar decisões.

Sobre as fases ou etapas da vida, existem várias abordagens. Tendemos a demonstrar um determinado padrão de comportamento durante a nossa vida. Por simplificação, podemos dividi-lo em 4 fases:

  1. Fundação, como base inicial na construção da riqueza;
  2. Acumulação, fase em que rendimento e despesa aceleram;
  3. Manutenção, onde a preservação do património é já o mais importante;
  4. Distribuição, fase da transferência do património e utilização do património para viver e manter estilo de vida.

 

Devemos ser rigorosos e disciplinados em cada fase. Por isso, planear é fundamental para definir e atingir objetivos e para gerir o risco de forma personalizada.

 

Apesar de existir um padrão de comportamento, somos todos diferentes. Basear a filosofia de investimento em objetivos (goals-based advice) permite ao investidor definir múltiplos objetivos financeiros ao longo das várias fases da vida e adequar a carteira de investimento a cada momento. Utilizando sempre as ferramentas indispensaveis à gestão do risco individual.

Vítor Ribeiro, CFA
Vítor Ribeiro, CFA

Vítor é um CFA® Charterholder, empreendedor, melómano e com um sonho de construir um verdadeiro ecossistema de investimento e planeamento financeiro ao serviço das famílias e organizações.

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