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O que é um Seguro de Vida?

2022.4.20 Vítor Ribeiro, CFA

Um seguro de vida surge como forma de prevenir, a nível económico, as consequências da morte ou da sobrevivência numa determinada idade.

O valor do património individual inclui aquilo que designamos de capital financeiro – dinheiro, ativos de investimentos e património pessoal como casas, carros e outros objetos de valor - e capital humano - os rendimentos esperados no futuro decorrentes do nosso trabalho - deduzido das nossas responsabilidades presentes e futuras. Cada uma destas vertentes do património envolve risco de perda. Por isso, a gestão efetiva do risco individual é uma parte muito importante do processo de planeamento financeiro e compreende a análise custo-benefício entre o património individual esperado e a segurança. 

Mas a vida, muitas vezes, não corre como o esperado. O futuro é desconhecido e os eventos negativos podem colocar em causa o valor do património e a segurança que procuramos para nós e para a nossa família.

Existem vários tipos de risco e várias formas de transferir e reduzir esses riscos. Dois desses riscos são o risco de morte prematura e o risco de longevidade.

  1. Risco de morte prematura

Num contexto de planeamento financeiro individual, está relacionado com a morte de um indivíduo mais cedo do que o esperado, colocando em causa os rendimentos futuros, ou capital humano, essenciais para as necessidades financeiras e aspirações da família, ou seja, dos seus dependentes. 

Quanto maior for o peso do nosso rendimento na vida familiar maior é o risco. O estilo de vida e expectativas da família poderá ser totalmente colocado em causa.

As necessidades incluem as despesas do dia-a-dia, a poupança e até a reforma do cônjuge sobrevivente.

  1. Risco de longevidade

Este risco, também no contexto de planeamento financeiro, está relacionado com a duração da vida na reforma, nomeadamente o risco de viver até uma idade avançada. Perante esta possibilidade, os recursos e o património existente pode não ser suficiente para manter o estilo de vida, pagar as necessidades relacionadas com saúde e até outros objetivos como transferir património para as gerações seguintes.

A pergunta base neste caso é: Quanto dinheiro preciso quando me reformar? Para responder é necessário perceber qual a reforma que o sistema público de pensões poderá garantir bem como o valor extra necessário para manter o estilo de vida e demais objetivos. Para além da imprevisibilidade da sustentabilidade da segurança social há outros fatores que podem influenciar decisivamente este risco, nomeadamente as taxas de juro e a inflação. 

 

Para atenuar estes riscos, uma das principais soluções disponível é o seguro de vida. Utilizando simuladores e ferramentas atuariais é possível calcular de forma aproximada, mas realista, a necessidade de seguro de vida de um individuo, ou seja, a necessidade de capital a contratar.

De um modo simples, um seguro de vida é a proteção contra a perda de capital humano para aqueles que possam depender do nosso rendimento individual futuro. As coberturas principais de um seguro de vida são o risco de morte ou de sobrevivência (ou ambos) de uma ou várias pessoas seguras. Como coberturas complementares pode incluir o risco de invalidez, de acidente ou de desemprego. Estas coberturas são importantes porque podem também significar perda de rendimento futuro ou capital humano.

  • No seguro de vida em caso de morte, a seguradora entrega ao beneficiário o capital contratado, caso a pessoa segura morra durante o período definido no contrato.
  • No seguro de vida que cobre o risco de sobrevivência, ou seja, em caso de vida da pessoa segura, a seguradora entrega ao beneficiário o capital estipulado, se a pessoa segura se encontrar viva no final do contrato. Estes seguros estão normalmente relacionados com poupança e investimento financeiro. Neste caso, o beneficiário pode ser a própria pessoa segura.

Existem ainda modalidades mistas que consideram ambas as situações, ou seja, a seguradora paga em caso de morte e em caso de vida da pessoa segura, ainda que, de uma forma geral, com capitais distintos, ou seja, um capital para o caso de morte e outro para o caso de vida.

 

O capital, como já referimos, deve ser estimado e não contratado de forma aleatória. Naturalmente que quanto maior o capital contratado maior o valor do prémio, ou seja, do preço do seguro a pagar pelo tomador. Para o cálculo deste prémio, as seguradoras consideram vários fatores, entre os quais as tabelas relacionadas com a mortalidade esperada (tábua de mortalidade ou tábua atuarial). Estas tabelas são ajustadas para incluir os fatores específicos da pessoa segura como a idade, o historial de saúde da pessoa segura bem como da família, os hábitos e profissão, entre outros. 

É importante reforçar que o plano financeiro não estará completo se, para além da carteira de investimento, do fundo de emergência e da definição de objetivos, preferências e restrições, não tivermos também os seguros como opções válidas para gerir e transferir riscos. Já vimos que, no caso de uma carteira, os seguros que os investidores têm disponíveis são vários: a diversificação, a definição de objetivos, o investimento com base nesses objetivos definidos, a poupança sistemática, o otimismo e o fator tempo. Mas estes seguros alternativos podem e devem ser complementados e otimizados com os seguros de vida.

Para obter mais informações sobre os procedimentos e forma de acionar um seguro de vida pode consultar a página da ASF, Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões bem como o portal todos contam.

 

A prevenção é a razão de ser do seguro. O carater aleatório da perda justifica a nossa atenção para compreender a necessidade de seguro de vida e qual o valor necessário para a proteção da nosa família ser otimizada e personalizada.

Previna-se contra o que não pode controlar e não ponha em causa o valor do património e a segurança de todos. Proteja a sua família - faça um Seguro de Vida!

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Vítor Ribeiro, CFA
Vítor Ribeiro, CFA

Vítor é um CFA® Charterholder, empreendedor, melómano e com um sonho de construir um verdadeiro ecossistema de investimento e planeamento financeiro ao serviço das famílias e organizações.

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